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Sobre Izabel Lima

Bibliotecária, leitora e escritora. Fã de viagens, capivaras, mesa farta, futebol feminino, pilates e corridas de rua. Mestra em Biblioteconomia pela UFCA. Possuo experiência em bibliotecas universitárias e especializadas, editoração científica, tecnologias da informação, serviço de referência e produção de conteúdo para comunicação institucional.

Bibliotecários também pesquisam

Bibliotecários também pesquisam. E como pesquisam! E precisamos pesquisar ainda mais.

Por quê?

Porque a Biblioteconomia têm muitas questões incômodas que para serem eficazmente respondidas precisam que os “bibliotecários praticantes” compartilhem, discutam e construam experiências. Pesquisar pode nos ajudar a entender melhor nossa área de atuação, os usuários que pretendemos atender, conhecer colegas de profissão (essa é uma das funções dos eventos científicos) e ascendermos em nossa carreira profissional.

Esses e mais alguns outros motivos para investirmos na prática da pesquisa são expostos pela Carol Tenopir em Bibliotecários também pesquisam. Uma das coisas boas desse texto curtíssimo produzido pela Tenopir é que as recomendações dela são bem pontuais. Na verdade, o texto é uma espécie de “passo a passo motivacional” que busca incentivar os bibliotecários a desenvolverem (ainda mais) suas habilidades de pesquisadores. Continuar lendo

Redes sociais para Cientistas – Resenha

SANCHEZ, Ana; GRANADO, António; ANTUNES, Joana Lobo. Redes sociais para cientistas. Lisboa: Nova Escola Doutoral –  Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa, 2014.

Capa do livro Redes sociais para cientistas

Capa do livro Redes sociais para cientistas

Fazem algumas semanas que não posto resenhas, mas hoje vou quebrar esse ciclo e falar de um livro bem útil para os profissionais que não entendem muito de redes sociais, mas que querem/precisam construir perfis na web para si ou para as instituições em que trabalham. O livro em questão é Redes sociais para cientistas.

Como vocês devem está imaginando esse livro não foi idealizado para bibliotecários, mas para pesquisadores de um modo geral. Resolvi falar dele aqui porque a linguagem usada nele e o conteúdo são tão simples que mesmo que você nunca tenha ouvido falar de redes sociais dá pra construir uma noção do que se trata lendo as 56 páginas dessa obra. Eu sei que a maioria de vocês entende (ou pensa que entende) tudo e mais um pouco sobre redes sociais, mas tem muito bibliotecário que desconhece uma boa parte das ferramentas existentes – e convenhamos, ninguém é obrigado a saber de tudo – por isso acredito que esse livro pode ser bem útil. Então, vamos a obra! Continuar lendo

Basicão sobre Direitos Autorais

Se você é ou foi universitário com certeza fez uso de xerox de textos durante seu curso. É algo tão presente no dia a dia acadêmico que imaginar um cenário alternativo não é tarefa nada fácil. Acredito que pensar (ou tentar pensar) esse novo cenário também passa por nós bibliotecários, inclusive leiam o texto da Jessamyn West que trata de umas questões bem incômodas. Mas pra pensar é preciso conhecer o contexto e isso nos leva ao tema da postagem de hoje: Direitos Autorias.

Os Direitos Autorais são regidos, no Brasil, pela Lei 9.610, de 1998. Além dela também é importante levar em consideração a Convenção de Berna. Os programas de computador são objeto de lei própria, a Lei 9.609, de 1998. Continuar lendo

Patentes: aspectos básicos

Na última postagem, que vocês podem conferir aqui, apresentei um pouco da história da Propriedade Intelectual (PI) e trouxe os conceitos básicos relativos a ela. Dando continuidade as postagens sobre esse tema, hoje vamos falar um pouco mais sobre patentes.

A patente é um documento, um título concedido por entidade competente e “[…] que descreve uma invenção e cria uma situação legal na qual a invenção pode ser explorada somente com a autorização do titular da patente” (INSTITUTO NACIONAL DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL, [2014], p. 2). O titular da patente é o solicitante, pessoa física ou jurídica, que após concedido o documento de patente pode explorar sua criação.

A patente é concedida por Escritórios de Patentes, normalmente instituições governamentais. Esses escritórios, após análise criteriosa dos pedidos, concedem patentes que tem validade por um determinado período de tempo – no Brasil esse período é de 15 ou 20 anos dependendo do tipo de patente – e apenas no território abrangido por aquele escritório, normalmente, um país. Continuar lendo

#NEWS – II Encontro de Estudos sobre Competência em Informação

Nota

Olá, pessoas!

Fazendo uma postagem rápida para convidá-los a participar de um evento que acabei de colocar no “flanelógrafo” do blog: o II Encontro de Estudos sobre Competência em Informação que terá como tema “Contribuições das teorias da aprendizagem para o desenvolvimento da competência em informação”. O evento é gratuito e ocorrerá no Auditório Raquel de Queiroz, CH2 da Universidade Federal, no dia 16 de abril de 2015, das 14h as 20h.

A inscrição pode ser feita no formulário disponível no seguinte link: http://goo.gl/cIBBV5

Programação do II Encontro de Estudos sobre Competência em Informação

Programação do II Encontro de Estudos sobre Competência em Informação

Propriedade Intelectual – Um pouco de História e Conceitos Básicos

Faz um tempo que o tema da Propriedade Intelectual (PI) vai e volta a minha zona de atenção. Nessas idas e vindas fiz minicursos, fui a palestras e aprendi uma coisa ou duas não apenas sobre os conceitos básicos ligados a PI, mas também as vantagens e desvantagens desse sistema.

Nem sempre, nunca talvez fosse termo mais adequado, a temática da propriedade intelectual é abordada com maior profundidade nos cursos de Biblioteconomia. Isso é bastante contraditório e ruim para formação acadêmica uma vez que, por mais tradicional que seja, o bibliotecário lida diretamente no seu dia a dia de trabalho com materiais protegidos pelo Direito Autoral.

Logomarca do INPI

Logomarca do INPI

Recentemente troquei alguns tuítes com Paulo Luiz (@Paulo_Luiz), uma das pessoas que tenho o prazer de chamar de colega de profissão desde janeiro desse ano. O Paulo defende que a área de PI pode ser campo fértil para atuação do bibliotecário, o problema é que a maioria de nós a desconhece por completo. Acaba que a vida tem dessas coincidências interessantes, o Paulo comentou isso justo agora, período em que estou fazendo um curso EaD, ofertado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), sobre noções básicas de Propriedade Intelectual. Continuar lendo

Livro digital e bibliotecas – Resenha

SERRA, Liliana Giusti. Livro digital e bibliotecas. Rio de Janeiro: FGV, 2014.

Capa da obra "Livro digital e bibliotecas"

Capa da obra “Livro digital e bibliotecas”

Quando eu ainda estava na graduação em Biblioteconomia uma das primeiras discussões com as quais me deparei foi acerca do crescimento dos livros digitais e a adoção desses materais pelas bibliotecas. Na época eu ainda era uma “purista-romântica-apaixonada-pelo-impresso” que não entendia como as pessoas podiam preferir o digital ao impresso. Como elas podiam não amar o livro?!?!?!?!?! Sim, eu já fui esse tipo de pessoa.

Mas e hoje? Continuar lendo

Bibliotecária, sim. Super heroína, não.

Certa vez ouvi que “os bibliotecários são super-heróis todos os dias”. É uma frase bem bacana e que, com certeza, muita gente acha o máximo e considera uma boa descrição da profissão de bibliotecário.

De fato, nós bibliotecários desempenhamos muitas e diferentes funções. Funções essas que vão desde ensinar um usuário a buscar e encontrar livros no acervo até a gestão da biblioteca em si. Costumo dizer que pra bibliotecário não falta o que fazer numa biblioteca. É trabalho sem fim. Talvez por isso muita gente se considere um super herói. Continuar lendo

Vamos falar sobre Informação

LOGAN, Robert K. Que é informação? A propagação da organização na biosfera, na simbolosfera, na tecnosfera e na econosfera. Rio de Janeiro: Contraponto: PUC-Rio, 2012.

Quando eu ainda era bolsista de iniciação à docência – sim, fui monitora e sim, recomendo a experiência – uma das atividades que eu desempenhava era ministrar aulas seminários pros alunos das disciplinas que minha monitoria atendia. Um dos seminários que ministrei tratava do conceito de informação.

O louco disso é que quando o professor sugeriu o tema eu achei a ideia ma-ra-vi-lho-sa! Hoje eu a defino como uma das atividades mais trabalhosas que desempenhei em todas as bolsas pelas quais passei durante a graduação. Nunca na minha vida eu tinha me deparado com tantas tentativas de definição, tentativas essas que eram tão díspares as vezes. Continuar lendo

Preservar é Preciso!

THE BRITISH LIBRARY. Preservação de documentos: métodos e práticas de salvaguarda. Tradução de: Zeny Duarte. 3. ed. rev. e ampl. Salvador, BA: EDUFBA, 2009.

A preservação documental é um conjunto de diretrizes e ações que tem por objetivo garantir o acesso (com qualidade) a informação contida nos mais diversos tipos e formatos de documentos pelo maior tempo possível. Apesar da definição concisa, essa não é uma tarefa nada simples de desempenhar. Na verdade, ela constitui-se em um verdadeiro desafio para bibliotecários, arquivistas e museólogos.

Apesar da relevância da temática, ainda há certo desconhecimento acerca dos aspectos inerentes a sua realização. Nesse sentido, livros como o “Preservação de Documentos: métodos e práticas de salvaguarda” acabam por contribuir para o preenchimento de lacunas, uma vez que apresenta de maneira simplificada e didática sobre as atividades relacionadas as várias etapas do processo de preservação. Continuar lendo