Identificação de autoria: Scopus Author ID e IraLis

Descrição da imagem: Figura com fundo vermelho. Centralizado no topo está escrito Identificadores de Autor. Na parte inferior direita aparece o desenho de um crachá. Nele predomina a cor verde claro.

Nas últimas postagens falei sobre o Orcid e o ReseracherID, que são os identificadores de autor mais utilizados no ambiente acadêmico. Porém, existem outras iniciativas menores e/ou centradas em nichos e plataformas específicas que também se dedicam a essa questão. No post de hoje vou apresentar duas delas.

Scopus Author ID

O Scopus Author Identifier é um código numérico criado e adotado pela base Scopus a fim de agrupar sob um mesmo código todos os documentos escritos por uma mesma pessoa. Diferente do Orcid e do ResearcherID, não é necessário realizar um cadastro, pois o identificador é criado pelo algoritmo da Scopus, todavia autores podem solicitar correções em seus nomes e ou trabalhos a ele vinculados, por exemplo. Esse identificador abarca apenas pessoas que tenham artigos indexados na referida base.

Mais informações, em inglês, sobre o Scopus Author Identifier podem ser obtidas neste link.

International Registry of Authors-Links to Identify Scientists (IraLis)

Apesar do nome em inglês, o IraLis é uma iniciativa espanhola. O projeto IraLIS foi pensado sobretudo para os países de língua espanhola, onde é grande o número de ambiguidades devido ao tamanho dos nomes e ao fato do sobrenome principal não ser o último. Qualquer pessoa pode se cadastrar. O IraLis também atua como o modelo de escrita de nomes de autores usado pelo Repositório E-LIS.

Mais informações, em espanhol ou inglês, sobre o IraLis podem ser obtidas neste link.

Como vocês puderam perceber, nem sempre as iniciativas aqui listadas originam um código identificador, mas todas buscam padronizar e diminuir ambiguidades e atribuições incorretas de autoria. Evitar esse tipo de problema é fundamental para atribuição de créditos a pessoas por suas pesquisas, condução de avaliações acadêmicas, cálculo de métricas de citação e melhoria nos processos de busca e recuperação da informação.

Usou esta postagem? Então, faça a referência:

SANTOS, Izabel Lima dos. Identificação de autoria: Scopus Author ID e IraLis. In: SANTOS, Izabel Lima dos. Estante de Bibliotecária. Fortaleza, 21 maio 2021. Disponível em: https://estantedebibliotecaria.com/2021/05/21/identificacao-de-autoria-scopus-author-id-e-iralis/. Acesso em: dia mês ano.

O ResearcherID acabou?

Alguns dias atrás escrevi uma postagem aqui no blog explicando por quais razões você deve possuir e manter atualizado o seu ORCID. Hoje vou continuar falando sobre identificadores de autor ao tratar de um identificador que passou por um rebranding grande: o ReseracherID.

Criado em 2008 pela Thomson Reuters (atualmente denominada Clarivate Analytics) para atuar como um identificador único de autor e, assim, resolver problemas de atribuição de autoria de trabalhos acadêmicos, o ReseracherID, provavelmente, foi a primeira iniciativa desse tipo que atingiu significativa adesão entre pesquisadoras(es) ao redor do mundo.

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Preciso atualizar meu ORCID?

O ORCID, cujo nome completo é Open Researcher and Contributor ID, é um código numérico composto por 16 dígitos que busca criar uma identificação única para pesquisadoras e pesquisadores.

Sigla ORCiD está escrita nas cores cinza e verde. São cinzas as 3 primeiras letras e verdes as duas últimas. Abaixo dela está escrito, na cor cinza, "Conectando pesquisas e pesquisadores".
Descrição da imagem: A sigla ORCiD está escrita nas cores cinza e verde. São cinzas as 3 primeiras letras e verdes as duas últimas. Abaixo dela está escrito, na cor cinza, “Conectando pesquisas e pesquisadores”.

Numa das minhas participações no Plurissaberes Podcast (antigo BCHCast) expliquei de modo um pouco mais detalhado o que é o ORCID, como se cadastrar e em que situações ele é utilizado. Porém, por se tratar de um episódio introdutório, não consegui me aprofundar num aspecto em que pesquisadoras(es) brasileiras(os) costumam derrapar: a atualização do ORCID. Na postagem de hoje vou tentar preencher essa lacuna.

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Serviço de Referência remoto não é novidade

Percebo uma comoção em muitos colegas ao falarem do recente boom de atividades de referência realizadas de maneira remota. De fato, essas atividades tem se ampliado de modo consistente em anos recentes. Além disso, o contexto que temos enfrentado nos últimos 12 meses também acabou por fazer com que os profissionais, alguns até então bastante resistentes ao uso de chat, vídeo chamadas e mídias sociais etc., desembarcassem nesses e em outros ambientes a fim de seguirem atuando junto a suas comunidades. Antes tarde do que mais tarde.

Porém, como costuma acontecer sempre que alguma novidade sacoleja as rotinas da Biblioteconomia, todas essas mudanças tem feito parte de nós nos esquecermos que o Serviço de Referência realizado de maneira remota não surgiu agora. Essa é uma prática de, pelo menos, 40 anos e que já se apoiou em muitas tecnologias diferentes.

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Origens conceituais do Serviço de Referência

Uma das mais antigas definições de Serviço de Referência (SR) é a da bibliotecária Alice Bertha Kroeger que definia o SR como sendo “parte administrativa da biblioteca, que dizia respeito à assistência aos leitores no uso das fontes da biblioteca” (KROEGER, 1908, p. IX, tradução minha). Um tanto reducionista, não acham?

Essa e outras definições do SR refletem o cenário que deu origem a esse tipo de atividade. Afinal, ela surgiu para ajudar as pessoas que iam até as bibliotecas na consulta do catálogo, pois esses instrumentos eram difíceis de manusear. Sobre a estrutura dos catálogos de biblioteca no período de transição do século XIX pro XX sabemos que eles se caracterizavam enquanto “[…] inventários de coleções (como livros de tombo), em geral organizados em códices, ou seja, na forma de livro (DOTTA ORTEGA, 2010, p. 4). Consultar esses livros de tombo era moroso e requeria certo grau de expertise técnica para garantir que nenhuma obra útil passasse desapercebida.

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