O que é a Plataforma Acácia?

A Plataforma Acácia foi lançada em 2018 e tem como objetivo “[…] documentar as relações formais de orientação no contexto dos programas de pós graduação brasileiros” (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC, [2019?]). Desenvolvida por pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Cientometria da UFABC, essa plataforma usa os dados presentes na Plataforma Lattes (olha aí mais um motivo para manter o Currículo Lattes atualizado) para demonstrar como pesquisadores(as) se relacionam e se influenciam no tocante as orientações em nível de pós-graduação (mestrado e doutorado) e pós-doutorado.

Atualmente, 1.272.590 de acadêmicos(as) possuem suas relações de orientação inseridas na Plataforma Acácia. A última atualização de dados na plataforma ocorreu em julho de 2019 e há perspectiva de que uma nova atualização dela ocorra em um futuro breve.

Continuar lendo

Duas opções para trocar livros

O que vocês fazem com os livros que já leram?

Eu, vez por outra, troco os meus livros por outros. Existem vários caminhos para fazer isso, mas hoje vou falar de duas plataformas que já utilizei e com as quais tive boas experiências.

Skoob Plus

O Skoob é uma mídia social voltada para leitoras(es) que, dentre outras coisas, oferece um canal para viabilizar a troca de livros entre usuárias(os). Para conseguir trocar livros pela plataforma é preciso atualizar gratuitamente seu perfil para o Skoob Plus.

Continuar lendo

Coleção Bibliofilia: notas de leitura

Adquiri os livros na Coleção Bibliofilia durante a III Feira do Livro da Unesp. A princípio ia comprar apenas uma das obras, pois o comentário de um colega bibliotecário – do Jorge do Prado, mais especificamente – havia me deixado curiosa sobre o livro A sabedoria do bibliotecário. Mas sabe como é feira do livro, você chega na banca (virtual) da editora para comprar uma coisa e quando pisca já está com o carrinho cheio. Foi justo isso que aconteceu nesse caso.

Descrição: Fotografia colorida exibindo as capas dos livros da Coleção Bibliofilia. As capas possuem como plano de fundo sequências de seus respectivos títulos e autores. Há desenhos abstratos por cima desse plano de fundo. Fonte da imagem: Edições Sesc.
Continuar lendo

Por que ainda mantenho um blog?

Dia 31 de agosto é Dia Internacional do Blog. Reza a lenda que essa comemoração informal acontece nesse dia porque a grafia dessa data em algarismos arábicos (31/08) se assemelha a palavra Blog. Se é verdade ou não eu não faço ideia, mas esse é o tipo de nerdice que eu gosto.

Descrição da imagem: Quatro balões de diálogo alinhados e levemente sobrepostos. Cada um deles é de uma cor e em cada um há uma das letras da palavras blog. Fonte da imagem: Pixabay
Continuar lendo

Identificação de autoria: Scopus Author ID e IraLis

Descrição da imagem: Figura com fundo vermelho. Centralizado no topo está escrito Identificadores de Autor. Na parte inferior direita aparece o desenho de um crachá. Nele predomina a cor verde claro.

Nas últimas postagens falei sobre o Orcid e o ReseracherID, que são os identificadores de autor mais utilizados no ambiente acadêmico. Porém, existem outras iniciativas menores e/ou centradas em nichos e plataformas específicas que também se dedicam a essa questão. No post de hoje vou apresentar duas delas.

Scopus Author ID

O Scopus Author Identifier é um código numérico criado e adotado pela base Scopus a fim de agrupar sob um mesmo código todos os documentos escritos por uma mesma pessoa. Diferente do Orcid e do ResearcherID, não é necessário realizar um cadastro, pois o identificador é criado pelo algoritmo da Scopus, todavia autores podem solicitar correções em seus nomes e ou trabalhos a ele vinculados, por exemplo. Esse identificador abarca apenas pessoas que tenham artigos indexados na referida base.

Continuar lendo

O ResearcherID acabou?

Alguns dias atrás escrevi uma postagem aqui no blog explicando por quais razões você deve possuir e manter atualizado o seu ORCID. Hoje vou continuar falando sobre identificadores de autor ao tratar de um identificador que passou por um rebranding grande: o ReseracherID.

Criado em 2008 pela Thomson Reuters (atualmente denominada Clarivate Analytics) para atuar como um identificador único de autor e, assim, resolver problemas de atribuição de autoria de trabalhos acadêmicos, o ReseracherID, provavelmente, foi a primeira iniciativa desse tipo que atingiu significativa adesão entre pesquisadoras(es) ao redor do mundo.

Continuar lendo

Preciso atualizar meu ORCID?

O ORCID, cujo nome completo é Open Researcher and Contributor ID, é um código numérico composto por 16 dígitos que busca criar uma identificação única para pesquisadoras e pesquisadores.

Sigla ORCiD está escrita nas cores cinza e verde. São cinzas as 3 primeiras letras e verdes as duas últimas. Abaixo dela está escrito, na cor cinza, "Conectando pesquisas e pesquisadores".
Descrição da imagem: A sigla ORCiD está escrita nas cores cinza e verde. São cinzas as 3 primeiras letras e verdes as duas últimas. Abaixo dela está escrito, na cor cinza, “Conectando pesquisas e pesquisadores”.

Numa das minhas participações no Plurissaberes Podcast (antigo BCHCast) expliquei de modo um pouco mais detalhado o que é o ORCID, como se cadastrar e em que situações ele é utilizado. Porém, por se tratar de um episódio introdutório, não consegui me aprofundar num aspecto em que pesquisadoras(es) brasileiras(os) costumam derrapar: a atualização do ORCID. Na postagem de hoje vou tentar preencher essa lacuna.

Continuar lendo

Serviço de Referência remoto não é novidade

Percebo uma comoção em muitos colegas ao falarem do recente boom de atividades de referência realizadas de maneira remota. De fato, essas atividades tem se ampliado de modo consistente em anos recentes. Além disso, o contexto que temos enfrentado nos últimos 12 meses também acabou por fazer com que os profissionais, alguns até então bastante resistentes ao uso de chat, vídeo chamadas e mídias sociais etc., desembarcassem nesses e em outros ambientes a fim de seguirem atuando junto a suas comunidades. Antes tarde do que mais tarde.

Porém, como costuma acontecer sempre que alguma novidade sacoleja as rotinas da Biblioteconomia, todas essas mudanças tem feito parte de nós nos esquecermos que o Serviço de Referência realizado de maneira remota não surgiu agora. Essa é uma prática de, pelo menos, 40 anos e que já se apoiou em muitas tecnologias diferentes.

Continuar lendo

Origens conceituais do Serviço de Referência

Uma das mais antigas definições de Serviço de Referência (SR) é a da bibliotecária Alice Bertha Kroeger que definia o SR como sendo “parte administrativa da biblioteca, que dizia respeito à assistência aos leitores no uso das fontes da biblioteca” (KROEGER, 1908, p. IX, tradução minha). Um tanto reducionista, não acham?

Essa e outras definições do SR refletem o cenário que deu origem a esse tipo de atividade. Afinal, ela surgiu para ajudar as pessoas que iam até as bibliotecas na consulta do catálogo, pois esses instrumentos eram difíceis de manusear. Sobre a estrutura dos catálogos de biblioteca no período de transição do século XIX pro XX sabemos que eles se caracterizavam enquanto “[…] inventários de coleções (como livros de tombo), em geral organizados em códices, ou seja, na forma de livro (DOTTA ORTEGA, 2010, p. 4). Consultar esses livros de tombo era moroso e requeria certo grau de expertise técnica para garantir que nenhuma obra útil passasse desapercebida.

Continuar lendo

O Serviço de Referência precisa ser ativo

Pensar sobre o Serviço de Referência (SR) é abrir as portas para o sonho. E, como ultimamente sonhar tem sido algo tão difícil, quase anárquico, é bom a gente poder falar sobre os sonhos, as ideias, os planos.

Antes de mais nada, é importante entendermos que o SR sempre esteve associado a inovação e pioneirismo, a mudanças estruturais nas bibliotecas e, por extensão, na Biblioteconomia. Um exemplo disso é o fato de que uma das primeiras divisões da American Library Association (ALA), criada em 1889, ter sido formada por profissionais que atuavam no setor de referência das bibliotecas.

Óbvio que o contexto social impacta o SR e que, sendo ele dinâmico, sempre estão ocorrendo transformações em suas práticas. Até porque, por ser um serviço, ele acaba sendo mais maleável e adaptável do que os produtos informacionais. Mas se é assim, por quais razões ainda tratamos o SR como algo passivo e que consiste, basicamente, em esperar?

Continuar lendo