#Fichamento – Ambientes e fluxos de informação

VALENTIM, Marta (Org.). Ambientes e fluxos de informação. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. 281 p.

Informações gerais sobre a obra

Capa do livro "Ambientes e fluxos de informação"
#Acessibilidade: Capa do livro “Ambientes e fluxos de informação”. A capa é cinza e nela aparecem nome da organizadora, título e editora da obra.

Coletânea composta por 14 capítulos escritos por autoras/es brasileiras/os. Além de textos da própria organizadora da coletânea, constam textos de Regina Belluzzo, Oswaldo Almeida Junior, Bárbara Fadel, dentre outras/os. Essa obra recebeu, até a data dessa postagem, 93 citações segundo as métricas fornecidas pelo Google Acadêmico.

O principal ponto positivo desse livro é reunir textos sobre os fluxos de informação existentes para além da biblioteca. Bibliotecárias que atuam ou tem interesse de atuar no ambiente empresarial podem tirar bastante proveito da leitura desta obra.

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#Resenha – O negro na biblioteca

Os últimos anos viram um aumento na quantidade de obras que tem questões vinculadas a comunidade negra como norte. Exemplo disso são Mulheres negras na Biblioteconomia, Epistemologias negras: relações raciais na Biblioteconomia, dentre outras. Esses e outros trabalhos representam um significativo ganho qualitativo para a Biblioteconomia.

Apesar dos avanças ainda há muito que percorrer a fim de superar o peso de décadas de negligencia teórico-prática que ainda se fazem sentir na produção da área. Diante disso, é muito importante disseminarmos obras que contribuem para o fim dessa lacuna e uma dessas obras é o livro O negro na biblioteca: mediações da informação para construção da identidade negra, de Francilene Cardoso.

#PraCegoVer: Montagem mostrando no lado esquerdo a capa do livro resenhado e no lado direito uma citação dele. Na capa aparece uma mulher negra contando histórias para um grupos de crianças e, um pouco abaixo, o corredor de uma biblioteca. A citação usada é “Se na história da biblioteca pública raramente se preservaram as produções culturais de setores populares, na atualidade é basilar que se preserve a memória desses setores para que se construa uma biblioteca pública verdadeiramente democrática”
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#Resenha – Bibliotecas públicas, bibliotecários e censura na Era Vargas e Regime Militar

Hoje, 7 de janeiro, é dia do/a leitor/a. E essa, sem sombra de dúvidas, é uma data importante para quem faz parte (e quer que cada vez mais pessoas façam parte) do universo do livro e da leitura.

Esse universo da leitura, para se caracterizar enquanto tal, precisa ser diverso nas obras literárias e artísticas que abriga. Para manter essa diversidade, vez por outra, bibliotecárias precisam encarar um obstáculo chamado: censura. E é sobre essa relação entre bibliotecas – bibliotecárias/os – censura que obra aqui resenhada trata.

vendados

#PraCegoVer: Fotografia preto e branco da cabeça de uma mulher de perfil. Ela está vendada.

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#Resenha – Bibliotecas no Mundo Antigo

CASSON, Lionel. Bibliotecas no mundo antigo. Tradução de Cristina Antunes. São Paulo: Vestígio, 2018.

Capa do livro Bibliotecas no mundo antigo

#PraCegoVer: Capa do livro Bibliotecas no mundo antigo. Nela aparece a sala de uma biblioteca da Antiguidade com colunas decoradas. Ao fundo há uma estante onde homens procuram pergaminhos e a esquerda há uma mesa onde homens leem pergaminhos. Todos vestem túnicas coloridas.

Comprei esse livro por impulso por causa de uma promoção ótima da Amazon. Quando o livro chegou aqui em casa achei a capa bonita, mas o coloquei na pilha interminável de leituras pendentes. Por engano ele foi junto com alguns livros que levei pra estudar em Juazeiro (para quem chegou aqui agora, estou estudando na UFCA, então fico indo e vindo entre duas cidades) e, por isso, acabou se tornando uma leitura que fiz pra desopilar dos textos que estou lendo na pós-graduação. E olha, que ótima leitura ele se mostrou!

Lionel Casson (1914 – 2009) era professor emérito da Universidade de Nova Iorque. Sua especialidade era história marítima, mas ele também desenvolveu estudos sobre literatura grega. Ao longo de sua carreira, teve 23 livros publicados, além de trabalhos em outros formatos. Em 2005 foi agraciado pelo Archaeological Institute of America (Instituto Arqueológico da América) com a Gold Medal Award for Distinguished Archaeological Achievement que é um prêmio concedido aos pesquisadores que contribuíram de maneira notável para o desenvolvimento da arqueologia. Continuar lendo

#Resenha – Técnicas modernas de preservação & recuperação de acervos bibliográficos

GOMES, Gláucia; NOGUEIRA, Isabel; ABRUNHOSA, J. J. Técnicas modernas de preservação & recuperação de acervos bibliográficos. Nova Friburgo: Êxito Brasil, 2006.

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#PraCegoVer: Capa, em tons arroxeados, do livro resenhado na postagem. Além do título e do nome das autoras aparecem pilhas de papéis e, ao fundo, desfocadas, há estantes com mais pilhas de papéis. Fonte: Skoob

Antes de começar a resenha propriamente dita, um conselho: quando você estiver num evento da sua área e nele tiver uma banquinha vendendo livros e afins, passe pra dar uma olhada. Normalmente, itens legais costumam ser vendidos por lá.

Foi seguindo meu próprio maravilhoso conselho – agora compartilhado com vocês – que encontrei o livro do qual vou falar hoje. Não sou especialista na área de preservação de acervos, então o livro Técnicas modernas de preservação & recuperação de acervos bibliográficos acabou me ajudando a aprender mais um pouco e preencher algumas lacunas.

A obra está dividida em cinco capítulos. São eles: Introdução; o livro e seus componentes; Técnicas de preservação; Técnicas de recuperação e Técnica moderna de preservação de documentos e papéis por desacidificação. Continuar lendo

Trecho do livro Reference Service, de Ranganathan

Nota

O breviário de hoje é um trechinho de um livro que fala sobre serviço de referência. Nessa citação, Ranganathan diz quais são os cinco métodos que devem dar suporte a formação de um bibliotecário de referência.

“O serviço de referência não pode ser aprendido meramente ouvindo palestras ou lendo livros sobre ele. Ambos os métodos são necessários; mas eles próprios não são suficientes. Os estudantes e os professores devem adotar o método quíntuplo de:
[Período como] Aprendiz ou método clínico;
Realização de leituras [acadêmicas];
Método prático;
Trabalho preparatório com materiais de referência; e
Discussão.
Esses cinco métodos terão que ser cuidadosamente ajustados em relação ao tempo.” (RANGANATHAN, 1961, p. 46, tradução minha).

REFERÊNCIA

RANGANATHAN, Shiyali Ramamrita. Reference Service. Bombaim: Asia Publishing House, 1961. Disponível em: <http://arizona.openrepository.com/arizona/handle/10150/106346> Acesso em: 20 out. 2018.

Mafalda, livros e bibliotecas na Argentina

Olá, pessoas! Tudo bem com vocês?

No começo de setembro estive na Argentina e, apesar do objetivo da viagem não ter nenhuma relação com a Biblioteconomia, acabei aproveitando para conhecer alguns pontos turísticos literários e afins.

Biblioteca Pública de la Universidad Nacional de La Plata

Vou começar minha narrativa pela visita que fiz a Biblioteca Pública de la Universidad Nacional de La Plata. Essa é a principal biblioteca pública da cidade de La Plata e nela tive a oportunidade de conhecer parte do acervo das Salas Museo que são o setor da biblioteca responsável pela guarda e preservação das obras raras do acervo. Continuar lendo

Setembro é tempo de #LibraryCardSignUp

Olá, pessoas!

Vocês viram a tag #LibraryCardSignUp?

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#PraCegoVer: Print de uma postagem no Instagram. Na imagem aparece um dinossauro inflável, no balcão de atendimento, fazendo seu cartão da biblioteca. Ao fundo aparecem várias estantes com livros expostos. A legenda usada na postagem pode ser traduzida como “Rexy não consegue parar de sorrir! Ele agora pode pegar 75 itens e passar seu tempo lendo-os com suas pequenas garras … ou são mãos?” Fonte da imagem: Rancho Cucamonga Library

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Podcasts sobre Biblioteconomia

Estou me tornando a lôca dos podcasts. Tem, pelo menos, 10 podcasts diferentes que estou me esforçando para acompanhar e uma lista mais ou menos do mesmo tamanho de podcasts que gostaria de acompanhar. E no meio dessas e de outras opções encontrei dois podcasts focados em questões bibliotecárias. \o/ \o/ \o/

Mas antes de qualquer coisa, aqui vai uma definição básica: “O podcast é como um programa de rádio, porém sua diferença e vantagem primordial é o conteúdo sob demanda. Você pode ouvir o que quiser, na hora que bem entender. Basta acessar e clicar no play ou baixar o episódio.” (MIRO, 2014, documento online).

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#PraCegoVer: Fotografia colorida. Em primeiro plano aprece um microfone. Ao fundo aparece um notebook ligado. A imagem está propositalmente desfocada e não é possível ver claramente o que é exibido na tela do computador. Fonte: Pixabay

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#Resenha -Altmetria para bibliotecários

NASCIMENTO, Andréa Gonçalves do. Altmetria para bibliotecários: guia prático de métricas alternativas para avaliação da produção científica. São Paulo: Scortecci, 2017.

Capa do livro Altmetria para bibliotecários

#PraCegoVer: Capa do livro Altmetria para bibliotecários. Na capa aparece um gráfico de barras nas cores amarelo e verde claro. O nome da autora (no topo), o título e o subtítulo (no centro) e o nome do prefaciador (na parte de baixo) estão escritos na cor preta. Fonte da imagem: Amazon

Andréa Gonçalves é graduada e mestra em Biblioteconomia. Ela possui significativa experiência na área de comunicação científica tendo atuado junto a projetos como SciELO e RedALyc. No livro Altmetria para bibliotecários ela compartilha seus conhecimentos sobre métricas alternativas de pesquisa.

Esta obra está dividida em quatro capítulos. O primeiro deles trata brevemente do cenário atual da comunicação científica destacando a necessidade dos bibliotecários que atuam no meio acadêmico acompanharem as mudanças vinculadas a esse tema. A autora argumenta que essa postura é fundamental para que os profissionais sejam capazes de atender adequadamente os diferentes tipos de usuários que frequentam bibliotecas acadêmicas e de pesquisa. Continuar lendo