Resenha – O negro na biblioteca

Os últimos anos viram um aumento na quantidade de obras que tem questões vinculadas a comunidade negra como norte. Exemplo disso são Mulheres negras na Biblioteconomia, Epistemologias negras: relações raciais na Biblioteconomia, dentre outras. Esses e outros trabalhos representam um significativo ganho qualitativo para a Biblioteconomia.

Apesar dos avanças ainda há muito que percorrer a fim de superar o peso de décadas de negligencia teórico-prática que ainda se fazem sentir na produção da área. Diante disso, é muito importante disseminarmos obras que contribuem para o fim dessa lacuna e uma dessas obras é o livro O negro na biblioteca: mediações da informação para construção da identidade negra, de Francilene Cardoso.

#PraCegoVer: Montagem mostrando no lado esquerdo a capa do livro resenhado e no lado direito uma citação dele. Na capa aparece uma mulher negra contando histórias para um grupos de crianças e, um pouco abaixo, o corredor de uma biblioteca. A citação usada é “Se na história da biblioteca pública raramente se preservaram as produções culturais de setores populares, na atualidade é basilar que se preserve a memória desses setores para que se construa uma biblioteca pública verdadeiramente democrática”
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#BiblioTermos – Desiderata

Desiderata é um termo do latim que significa “coisas desejadas”. Na área de Biblioteconomia é usado para designar uma “lista de livros e outros documentos desejados pela biblioteca para possível aquisição.” (CUNHA; CAVALCANTI, 2008, p. 120). Weitzel (2012) afunila um pouco mais essa definição ao considerar a desiderata como uma lista de itens que foram aprovados para incorporação ao acervo por cumprirem os critérios estabelecidos previamente pela biblioteca. Continuar lendo

Quantas escritoras estão no seu catálogo?

Nota

E se uma pessoa chegasse hoje, agora, nesse exato minuto, na biblioteca onde você trabalha procurando livros escritos por mulheres? De quantas escritoras diferentes você teria obras para oferecer? Quão variados seriam os temas e gêneros dessas obras? Quão diverso seria o perfil dessas escritoras?

Sim, porque se tem uma coisa que nós, mulheres, não somos é pasteurizadas, homogêneas, portanto, nossa escrita também não é pasteurizada, homogênea. Assim como nós, ela é plural. Assim como ela, o acervo das bibliotecas também deve(ria) ser.

Me peguei pensando nisso dia desses e resolvi compartilhar esse questionamento com vocês. E aí, quantas?