#NEWS – Periódico Datagramazero encerra atividades

Nota

Um dos periódicos mais tradicionais da Ciência da Informação anunciou o término de suas atividades. O Datagramazero, que completaria ano que vem dezessete anos de circulação, publicou seu último número nesse mês de dezembro de 2015.

No editorial do periódico e em blog pessoal o editor da revista, Aldo Barreto expôs os motivos que o levaram a essa decisão e agradeceu a todos/as que acompanharam o trabalho do periódico ao longo dos últimos dezesseis anos.

+INFO

Texto de Aldo Barreto em seu blog sobre fim das atividades da Datagramazero

Último número da Datagramazero

O primeiro livro de Biblioteconomia que eu li

Minha memória não é exatamente meu ponto forte. Sou uma fisionomista razoável, mas tenho um problema para lembrar nomes, endereços, telefones, números de classificação, etc, etc, etc… Mas tem uma coisa que lembro com facilidade: livros cuja leitura me conquistou.

E hoje eu vou falar de uma dessas leituras: Sociedade e Biblioteconomia, do Oswaldo Francisco de Almeida Júnior. Esse livro é formado por textos escritos entre o fim da década de 1980 e início da década de 1990 e tratam da nada simples e pouco poética relação da Biblioteconomia com a sociedade brasileira. Continuar lendo

#NEWS – Está na hora de apagar as velinhas!

Nota

Leitores, hoje o Estante de Bibliotecária completa 1 ano de existência!

Detalhe de bolo de aniversário azul com vela de 1 ano no canto. Fonte: Pixabay

Detalhe de bolo de aniversário azul com vela de 1 ano no canto.
Fonte: Pixabay

No dia 16 de novembro de 2014 o Estante de Bibliotecária dava seus primeiros passinhos na blogosfera. Nossa primeira postagem foi a resenha do livro Introdução à Biblioteconomia, do Edson Nery da Fonseca. Nessa época a proposta do blog era postar apenas resenhas de livros, ou seja, mudamos um bocadinho em 1 ano. Nesse período já teve essa que vos tecla dando pitaco, resenhando, falando sobre e-books, explicando termos da biblioteconomia e defendendo a bandeira de que bibliotecários podem sim fazer pesquisa. Aliás, essa última é a postagem mais visualizada do blog. Também surgiram novas seções e as postagens foram ganhando um estilo próprio.

Quando comecei o blog não sabia se ia conseguir escrever um texto minimamente apresentável e cuja leitura despertasse o interesse de alguém. Mas nesse intervalo de tempo tive um retorno bem legal e me anima saber que este blog foi útil pra alguns de vocês.

É muito bom dividir leituras, aprendizados e questionamentos com vocês. Obrigada por acompanharem o blog. E que venha mais um ano! 🙂

Classificação indicativa: uma classificação com função social

O estudo dos processos de classificação de conteúdos informacionais é um dos principais troncos da graduação em Biblioteconomia. Normalmente, tendo em vista que classificar é uma das habilidades que bibliotecários mais utilizam, os cursos possuem mais de uma disciplina dedicada a esse tema. Logo não é por acaso que o sistema de classificação mais utilizado no mundo, a Classificação Decimal de Dewey (CDD), foi criada por um bibliotecário estadunidense chamado Melvil Dewey.

Pimentões "classificados" segundo suas cores. Fonte: ABS Free Pic

Pimentões classificados segundo suas cores e dispostos em caixas, no mercado.
Fonte: ABS Free Pic

Entretanto, classificar vai muito além de atribuir códigos alfanuméricos a material bibliográfico – tarefa essa que não é tão simples quanto parece – e não é atividade restrita aos bibliotecários. Uma das obras clássicas da biblioteconomia define classificação como sendo um “processo mental pelo qual as coisas são reunidas de acordo com suas semelhanças e separadas conforme suas diferenças.” (SAYERS, 1955 apud CUNHA, CAVALCANTI, 2008, p. 84), ou seja, o ser humano classifica tudo, o tempo todo. Por exemplo, quando você divide os alimentos em “comidas que gosto” e “comidas que não gosto” está realizando um processo classificatório. A classificação é antes de qualquer coisa um processo social e acredito que um dos exemplos mais bacanas de uma classificação sendo usada como guia e como instrumento de reflexão e transformação de práticas sociais é a Classificação Indicativa. Continuar lendo

Internet Blog Serial Number – IBSN

O desenvolvimento de padrões e/ou códigos que permitam a identificação unívoca de publicações é prática disseminada no mundo inteiro. Exemplos disso são o International Standard Book Number (ISBN), atribuído a livros, e o International Standard Serial Number (ISSN), atribuído a publicações periódicas. Desde o dia 06 de fevereiro de 2006, o Internet Blog Serial Number (IBSN) passou a integrar esse grupo.

O IBSN surgiu na Espanha visando atender a demanda de blogueiros que solicitavam números ISSN para seus blogs, mas tinham seus pedidos negados. Essa iniciativa da sociedade civil não possui vínculo governamental e nenhum tipo de normalização advinda de alguma outra entidade. Entretanto, surgiu para atender demanda semelhante a de outros números de identificação, ou seja, proteger os blogs “[…] contra plagiadores e usuários maliciosos.” (GLENYR, 2014). Além disso, como consta na página da iniciativa “contrariamente às publicações tradicionais , cujo conteúdo não muda uma vez que é publicado, um blog cresce e evolui através do tempo. A fim de não perder essa identidade , precisamos de um registro diferente dos tradicionais.” (IBSN, [2008], tradução nossa), ou seja o IBSN também tem a função de garantir a correta identificação de um blog independente das mudanças de conteúdo, estrutura e aparência que ele sofresse.
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O que é Creative Commons? – Resenha

BRANCO, Sérgio; BRITTO, Walter. O que é Creative Commons?: novos modelos de direito autoral em um mundo mais criativo. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2013.

Uma das coisas que eu fiz nas últimas semanas foi ler um livro de 2013, intitulado “O que é Creative Commons?: novos modelos de direito autoral em um mundo mais criativo”, de autoria do Sérgio Branco e do Walter Britto. Sentia falta de leituras sobre Creative Commons por dois motivos: 1 – A temática da propriedade intelectual foi debatida de modo incipiente na graduação; 2 – Fiz curso sobre propriedade intelectual focado na Lei de Direito Autoral (LDA). Mas faltava um conhecimento maior sobre Creative Commons.

E pesquisando pra escolher a licença do blog –  caso vocês não tenham notado, o Estante de Bibliotecária adota a licença Creative Commons-Atribuição – me deparei com esse livro. Na época fiz uma leitura dinâmica, mas depois que a Pricylianna (colega de curso e amiga que pesquisa o tema) falou super bem dele, resolvi reler com calma e, adivinhem só, a leitura foi muito esclarecedora. Além de explicarem de um modo didático os seis tipos de licença existentes e o funcionamento do projeto Creative Commons, os autores driblam o “juridiquês” e abordam tanto a Lei de Direito Autoral quanto as Licenças Creative Commons mostrando divergências e complementariedades entre elas. Eles mostram de um jeito bem simples que as duas podem coexistir e que nenhuma delas é necessariamente boa ou ruim, cabendo ao autor escolher aquela que melhor se adequa a seus interesses. Continuar lendo

Procurando E-books em português? Conheça locais onde você pode baixá-los gratuitamente

Provavelmente, o primeiro livro eletrônico foi produzido em 1971, quando Michael Hart – fundador do Projeto Gutenberg – digitou a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. De lá pra cá, mais de 40 anos se passaram – linha do tempo aqui – e muita coisa aconteceu. Atualmente, os livros eletrônicos têm se tornado cada vez mais populares, ganhado novos formatos, formas de distribuição e levantado uma série de discussões.

Numa prateleira, e-reader entre livros impressos. Foto: Maximilian Schönherr

Numa prateleira, e-reader entre livros impressos. Foto: Maximilian Schönherr

Assim como aconteceu com os livros físicos, surgiram espaços que buscam prover gratuita e legalmente o acesso aos livros eletrônicos. São bibliotecas digitais, repositórios institucionais, iniciativas governamentais, dentre outras que disponibilizam milhões de títulos. Hoje vou falar um pouquinho de algumas dessas iniciativas.

PORTAL DOMÍNIO PÚBLICO

Provavelmente você já recebeu correntes no Orkut (que descanse em paz), Facebook, WhatsApp falando sobre esse portal, mas você o conhece? Continuar lendo

Serviço de referência: do presencial ao virtual – Resenha

ACCART, Jean-Philippe. Serviço de referência: do presencial ao virtual. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2012.

Todo e qualquer serviço de informação só possui razão de existir na medida em que se esforça para conseguir atender as necessidades informacionais da sua comunidade de usuários. Nesse sentido, todos os setores de uma biblioteca, por exemplo, desempenham um papel fundamental. Desde a obtenção de recursos, passando pela seleção de materiais e pelos processos de representação, até o momento em que o documento é consultado e/ou emprestado, cada tarefa desempenhada pela equipe da biblioteca visa, em alguma instância, atender a essas necessidades.

Entretanto, de todas essas atividades, existe uma que lida mais diretamente com o atendimento das necessidades de informação: o serviço de referência. E como o próprio título indica é justamente esse setor e suas nuances o foco do livro “Serviço de referência: do presencial ao virtual”, de Jean-Philippe Accart. Continuar lendo

Coletâneas para conhecer a CI

Quem está a algum tempo envolvido com a Ciência da Informação (CI), nem precisa ser um relacionamento sério,  já deve ter notado o quanto é comum encontrar publicações da área no formato de coletânea. Não tenho dados estatísticos, olha a dica de pesquisa, mas uma parcela bem significativa dos livros sobre CI são elaborados nesse formato. Pois bem, nesta postagem vou apresentar brevemente cinco coletâneas que li e me ajudaram a conhecer um pouco mais os caminhos intrincados da CI.

PINTO, Virgínia Bentes; CAVALCANTE, Lidia Eugenia; SILVA NETO, Casemiro (Org.). Ciência da informação: abordagens transdisciplinares gêneses e aplicações. Fortaleza: Edições UFC, 2007. 261 p.

CIENCIA_DA_INFORMACAO_1360152044BPublicado em 2007, esse livro é uma das coletâneas sobre a CI que mais utilizo. Os cinco capítulos iniciais, que focam nos aspectos epistemológicos da CI, me ajudaram bastante na construção do referencial teórico da minha monografia, defendida em 2013. Por esse exemplo é possível perceber que algumas discussões apresentadas no livro continuam bem atuais. Além desses, há capítulos sobre memória, transferência de tecnologia e políticas de leitura. Continuar lendo

#BiblioTermos – Entrevista de Referência

A entrevista de referência, também conhecida como entrevista de busca e entrevista de consulta, é definida como sendo uma “conversa entre o usuário e o profissional da informação visando identificar a exata necessidade informacional e formular a estratégia de busca […]” (CUNHA; CAVALCANTI, 2008, p. 152).

Geralmente, a entrevista de referência é o primeiro contato do usuário com um bibliotecário (ou outro profissional da informação). Lamy (1998 apud ACCART, 2012, p. 131) a define como sendo representante máxima da realização da própria função de referência. O fato é que, além de ajudar na definição dos termos de busca, ela é um importante meio para o estabelecimento de uma relação de confiança entre o usuário e a biblioteca. Continuar lendo