Preciso atualizar meu ORCID?

O ORCID, cujo nome completo é Open Researcher and Contributor ID, é um código numérico composto por 16 dígitos que busca criar uma identificação única para pesquisadoras e pesquisadores.

Sigla ORCiD está escrita nas cores cinza e verde. São cinzas as 3 primeiras letras e verdes as duas últimas. Abaixo dela está escrito, na cor cinza, "Conectando pesquisas e pesquisadores".
Descrição da imagem: A sigla ORCiD está escrita nas cores cinza e verde. São cinzas as 3 primeiras letras e verdes as duas últimas. Abaixo dela está escrito, na cor cinza, “Conectando pesquisas e pesquisadores”.

Numa das minhas participações no Plurissaberes Podcast (antigo BCHCast) expliquei de modo um pouco mais detalhado o que é o ORCID, como se cadastrar e em que situações ele é utilizado. Porém, por se tratar de um episódio introdutório, não consegui me aprofundar num aspecto em que pesquisadoras(es) brasileiras(os) costumam derrapar: a atualização do ORCID. Na postagem de hoje vou tentar preencher essa lacuna.

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Serviço de Referência remoto não é novidade

Percebo uma comoção em muitos colegas ao falarem do recente boom de atividades de referência realizadas de maneira remota. De fato, essas atividades tem se ampliado de modo consistente em anos recentes. Além disso, o contexto que temos enfrentado nos últimos 12 meses também acabou por fazer com que os profissionais, alguns até então bastante resistentes ao uso de chat, vídeo chamadas e mídias sociais etc., desembarcassem nesses e em outros ambientes a fim de seguirem atuando junto a suas comunidades. Antes tarde do que mais tarde.

Porém, como costuma acontecer sempre que alguma novidade sacoleja as rotinas da Biblioteconomia, todas essas mudanças tem feito parte de nós nos esquecermos que o Serviço de Referência realizado de maneira remota não surgiu agora. Essa é uma prática de, pelo menos, 40 anos e que já se apoiou em muitas tecnologias diferentes.

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Origens conceituais do Serviço de Referência

Uma das mais antigas definições de Serviço de Referência (SR) é a da bibliotecária Alice Bertha Kroeger que definia o SR como sendo “parte administrativa da biblioteca, que dizia respeito à assistência aos leitores no uso das fontes da biblioteca” (KROEGER, 1908, p. IX, tradução minha). Um tanto reducionista, não acham?

Essa e outras definições do SR refletem o cenário que deu origem a esse tipo de atividade. Afinal, ela surgiu para ajudar as pessoas que iam até as bibliotecas na consulta do catálogo, pois esses instrumentos eram difíceis de manusear. Sobre a estrutura dos catálogos de biblioteca no período de transição do século XIX pro XX sabemos que eles se caracterizavam enquanto “[…] inventários de coleções (como livros de tombo), em geral organizados em códices, ou seja, na forma de livro (DOTTA ORTEGA, 2010, p. 4). Consultar esses livros de tombo era moroso e requeria certo grau de expertise técnica para garantir que nenhuma obra útil passasse desapercebida.

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Como fui de 2047 para 2007 seguidores no Instagram em uma tarde: faça você também isso no seu perfil

O título dessa postagem não é irônico. É só uma síntese – que me causa risos, mas que, provavelmente, irrita outras pessoas – do que tem norteado minha relação com as mídias sociais nos últimos tempos. Como toda síntese, ela é superficial, mas por ora vamos usá-la como base para as reflexões deste texto.

Eu produzo conteúdo porque quero me comunicar com as pessoas. Porque, assim como aprendo com projetos e materiais produzidos e/ou compartilhados por colegas, quero partilhar um pouco do que sei, penso, imagino, sinto e vivo. Produzo conteúdo porque estando eu nas margens, cavar meus próprios lugares para falar é indispensável. Produzo conteúdo porque, como diz namô, minha cabeça não para. Ou seja, como boa parte dos produtores, produzo conteúdo por motivos nobres, pero no mucho.

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O Serviço de Referência precisa ser ativo

Pensar sobre o Serviço de Referência (SR) é abrir as portas para o sonho. E, como ultimamente sonhar tem sido algo tão difícil, quase anárquico, é bom a gente poder falar sobre os sonhos, as ideias, os planos.

Antes de mais nada, é importante entendermos que o SR sempre esteve associado a inovação e pioneirismo, a mudanças estruturais nas bibliotecas e, por extensão, na Biblioteconomia. Um exemplo disso é o fato de que uma das primeiras divisões da American Library Association (ALA), criada em 1889, ter sido formada por profissionais que atuavam no setor de referência das bibliotecas.

Óbvio que o contexto social impacta o SR e que, sendo ele dinâmico, sempre estão ocorrendo transformações em suas práticas. Até porque, por ser um serviço, ele acaba sendo mais maleável e adaptável do que os produtos informacionais. Mas se é assim, por quais razões ainda tratamos o SR como algo passivo e que consiste, basicamente, em esperar?

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